"A primeira Super Lua do ano ocorre no sábado, quando o satélite natural da Terra, em fase de Lua cheia, parece maior do que o habitual quando está próximo do horizonte."

Eu vi! Aliás acabei de ver! Realmente é um fenómeno, o mar fica iluminado como se tivesse um holofote ligado na sua direção. É lindo!
E graças a esta Super Lua, pude mais uma vez ver de perto os teus traços, as tuas rugas de expressão nos olhos, a lua iluminou-te (como se eu precisasse que algum fenómeno da Natureza te iluminasse para te puder ver a sério) e foi realmente lindo.

Acho que como a minha irmã diz eu sou do tipo "vira o disco e toca o mesmo", mas é que a música deste disco é a mais bonita e sincera de sempre. 
Hoje, dei por mim a olhar para o tal mar iluminado, enquanto tu me contavas as novidades, e senti que estava a olhar para o vazio, como se não houvesse mais nada ali, tu ao meu lado, a Super Lua e o mar.
Não há um motivo ou uma explicação para nós, não somos um fenómeno, não há um íman que nos atraia um para o outro. Gostava de conseguir explicar mas não dá. Por momentos quis que o tempo parasse, que até os segundos deixassem de ser contados e que pudessemos ficar ali eternamente. 
Apreciei a tua companhia, tentei decorar cada palavra que disseste só para ficar com a tua voz no meu ouvido para sempre, aproveita o teu abraço para inspirar muito fundo, foi como se fosse a última vez. Mas nós sabemos que nãoo vai ser. Sabemos que "vai ser até haver uma discussão que nos afaste mais um ou dois meses", vamos dizer que é a última vez, que vamos viver a nossa vida, seguir em frente, mas acho que estamos numa rotunda enorme, porque por muito que ande em frente, vou sempre ter ao teu caminho. "É o destino" dizem alguns, aqueles que acreditam no destino. Eu cá prefiro dizer que "é o amor", pelo menos o nosso amor. Nunca vi um igual e nunca pensei viver um assim!

Relativamente à bomba, talvez nos encontremos num sítio para que eu te devolva, na reta antes da rotunda. 

Obrigada à Super Lua, que me fez perceber mais uma vez, que apesar de nao saber o que quero para a minha vida, não há grandes dúvidas acerca de quem quero, só falta descobrir quando....
Estive perto demais. Estava finalmente a conseguir. Estava a gostar, a apreciar, queria sem dúvida viver o que me estava reservado, quem estava ali. O destino (ou seja lá o que tenha sido) colocou alguém no meu caminho, alguém que me estava a tratar de uma maneira especial, alguém de quem eu estava realmente a gostar. Achava que estava mesmo no caminho certo, não tinha muitas dúvidas, sentia-me preparada para avançar, sem olhar para trás, pensei que mesmo que se olhasse não me fizesse diferença.
Até que tu reapareceste. Depois de muito tempo sem saber nada de ti, sem te ver, sem ouvir a tua voz.. sem saber sequer se estavas vivo e em Portugal. Lá estavas tu. A andar em direcção ao carro, de chinelos e calções, bonito (sempre foste bonito sabias?), mas diferente. O teu olhar, não era o mesmo. Vinhas a olhar para o telemovel tal como eu. Apercebia-me nesse preciso momento que não sabia a matrícula do teu carro e que poderia ter estado perto de ti antes, sem saber.
Os nossos lhares cruzaram-se, como era invitável. Acho que deixei de respirar, fiquei sem ar. E como medrosa que sou, fugi,não havia outra hipótese para mim. E tu lá ficaste, a conversar com a minha mãe (não entendo como ela gosta tanto de ti).
A minha mãe deu-me o recado, mandaste-me um beijinho, pergunto-me porque é que não vieste atrás de mim e não o deste, diretamente, sem recados. A dúvida apoderou-se de mim, e pela primeira vez, desde há muito tempo, estava eu, a escrever uma mensagem, da melhor maneira que sabia, entrando de novo no teu espaço, sem querer estragar tudo de novo, querendo tirar a minha dúvida.
Não entendo o que há entre nós, bastou uma mensagem, para que eu colocasse tudo em causa. Eu já tinha dúvidas, agora  eu já não sabia se estava preparada, eu já não sabia o que sentia. Queria e ainda quero muito fugir disto tudo. Para um lugar onde a minha cabeça encontre um rumo, um lugar que me tire as dúvidas.
Acho que aquela expressão que usei, quando depois de muitas mensagens voltamos aos cafés (escondidos de toda a gente), a de somos como um iman é a mais correta.
Por mais chateada e magoada que esteja, acabo sempre contigo numa mesa de café, a fazer uma vida de "e se..."
Gostava de ter coragem, para tomar uma atitude radical, mas tu sabes que não tenho. Tu sabes que por muito que goste de ti, não tenho capacidade para tomar decisões.
Ás vezes tenho medo que deixes de ser real, que comece a pensar em ti apenas como um sonho.
Agora,passaram alguns dias...não consigo voltar ao mesmo com a outra pessoa (tu disseste "vai, faz a tua vida, isto só termina quando um de nós avançar"),  eu sei que nunca serei eu a dar o primeiro passo, fico presa, não consigo dar-me, por mais que pensem que me dou.
Voltaste a desaparecer, aquela noite, não passa agora de mais uma memória. Pergunto-me quando vais voltar a aparecer, se vens num estilo descontraído e despenteado ou clássico e elegante, pronto para uma noite de arromba e engate!
Seja como for, eu a ti nunca poderei prometer nada (pelo menos agora), apenas que vou amar-te sempre, da maneira que ninguém compreende, a minha maneira.

"E que tu sejas livre, para escolher, porque eu não posso obrigar-te a ficar. Mas prometo-te o melhor de mim, se decidires pousar. É… eu acho que mais não posso prometer, tens uma vida a escolher e adorava fazer parte dela."
São perguntas a mais para nenhuma resposta.
São aquele tipo de questão que eu queria tanto mas tanto poder responder com uma certeza e não posso.
Tu sabes que apareceste do nada, sem que eu esperasse algo, mas foste de longe e sem dúvida alguma alguém que me fez tremer. Alguém que me pôs com aquele frio na barriga e maior parte das vezes a tentar refutar ao máximo o que sentia.
Sinto-me triste, primeiro, porque deveria ter sidoforte o suficiente para ter dito que as coisas estavam a ir rápido de mais, mas principalmente porque, mais uma vez, me deixei abalar com o passado.
Tens razão ao dizer que achavas que estava bastante esclarecida relativamente a esse aspeto! Até eu achava, aliás nunca pensei que me fosse mexer com as ideias, mas existem certas coisas que não estamos à espera e que acontecem.
Serei sempre sincera contigo, porque acho que anda mais será mais importante do qeu isso, e prometo que vais ser sempre o primeiro a saber das minhas decisões.
Por agora, não há decisão possível na minha cabeça, não quero a direita nem a esquerda, também não quero o meio (pois isso seria misturar dois lados), acho que me fico pela minha faixa de rodagem, que neste momento não anda para a frente nem para trás. Parei aqui. No meio do nada, sem saber o que fazer nem o que quero. Com uma atitude de miúda literalmente, como eu detesto estas atitudes.. mas ás vezes também as tenho, não posso evitar.
Agradeço a tua compreensão e sei que não tenho o direito de ter uma única atitude que provoque de alguma forma o teu sofrimento.
Quanto ao resto, continuo igual, não mudarei nada, continuo convicta de maior parte das minhas decisões, mas nunca saberei de forma alguma o que é ou não correto.

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