Quero pedir-te desculpa!
Aliás, tu mereces um pedido de desculpas, não é algo que eu faça por querer mas que faço porque sei que tem que ser.
Sei que não tenho sido de longe aquilo que idealizei e queria ser, provavelmente não tenho sido aquilo que tu idealizaste e que gostavas que fosse.
Sempre ouvi dizer que os ciúmes matam e levam uma pessoa ao desespero, para ser sincera, nunca me achei muito ciumenta. Tinha os ciúmes típicos de uma rapariga que gosta do namorado, e ficava-me por ali. Tenho a certeza que estou diferente agora! E não gosto da maneira que estou.
Para começar, não gosto porque sei que não te dá confiança, ou seja, ficas a pensar que não confio em ti, o que não corresponde de todo à realidade, depois não gosto porque não aproveito o momento, fico focada a pensar naquilo e não sou feliz na totalidade.
Sei que estou assim devido a tudo o que aconteceu, de não podemos mudar o passado, e honestamente, eu detesto este ciúme que sinto agora! E é por isso que te peço desculpa. As coisas têm corrido às mil maravilhas, quando estamos juntos e com pessoas que sei que não querem o nosso mal, mas tudo muda de figura quando não estás comigo e para ajudar à festa está com pessoas que fazem de conta que não existo.
Não suporto a ideia de que podes ir embora, estar separada de ti este tempo todo fez-me perceber que nada é garantido, nem tu! Isso não significa que eu pense que não gostas de mim tanto quanto gosto de ti, apenas me faz temer o que pode acontecer amanhã!
Espero que me desculpes e que consigas perceber que isto vai passar, que eu quero que passe e que não quero discutir contigo por causa deste sentimento irritante que teima em não me largar. Sinto que é algo incrontolável e tu (para surpresa minha) tens lidado muito bem com a situação.
A última coisa que sei que me poderia acontecer, era perder-te, porque a maior certeza que tenho, é que quero ficar contigo!
Desculpa e obrigada por aturares todos os meus medos! Amo-te !
Ontem quando fui ao café de sempre, reparei numa mesa com 5 senhoras idosas. Era claro que já tinham vivido muito, tinham o típico aspeto de uma pessoa idosa, velhinha.
Por momentos, quando fiquei sozinha, fiquei a ouvir a conversa destas senhoras, e o assunto qual era? Os seus tempos de faculdade! Não consegui ouvir claramente o que cada uma dizia, até porque entretanto deixei de estar sozinha, mas não deixei de ficar embevecida a vê-as e ouvi-las rir à gargalhada até o ar lhes faltar, contarem momentos de agora e recordarem as suas vidas de jovens e os tempos de loucura.
Quando cheguei a casa, fiquei a pensar que mulheres felizes, riam, falavam alto, brincavam com as suas idades, pareciam saudáveis, pelo menos de alma pareciam super saudáveis. E melhor, estavam a recordar que provavelmente foram os melhores anos das suas vidas.
Gostava de um dia poder recordar também, numa mesa cheia, não precisa ser cheia de pessoas, mas cheia de amor, carinho e boas memórias, com aqueles com quem hoje eu estou. No fim resume-se apenas a isso, criar memórias, para mais tarde recordar.
E ontem percebi de novo que a coisa que temos que fazer a sério, é viver! Viver muito, rir muito, tentar ao máximo ser feliz, porque um dia mais tarde tudo se vai resumir a isso.
Agradeço aquelas senhoras ontem, por me fazerem ter mais vontade ainda de viver :)
Nós Raparigas, Mulheres, Miúdas temos um defeito muito grande, o pior talvez na minha opinião, do Mundo feminino, gostamos de ver as outras a falhar, sentimos inveja de quase todas as outras (menos das nossas amigas), falamos mal, criticamos, ridicularizamos, enfim.. Achava que todas eram assim (incluindo eu infelizmente) até que conheci a Vania. A Vania é a melhor amiga da minha irmã, das mulheres mais feministas que conheço, das que defende os seus pontos de vista de uma maneira que nunca vi.
Conheço a Vania não sei se diga há pouco ou muito tempo, é estranho estabalecer uma tempo, por um lado sinto que a conheço desde sempre e por outro, eu sei que ainda tenho tanto para conhecer.
Ás vezes penso que a Vania é quase como um HOMEM (e escrevi com maiúscula porque a sua versão masculina teria que ser um grande HOMEM  e não um homem), e passo a explicar porquê: percebe mais de futebol do que alguns rapazes que conheço e não falo só de clubes portugueses, fala deste assunto com gosto e percebe-se claramente que sabe do que fala (a Vania só fala do que sabe); bebe whisky puro, e ainda acha que misturá-lo é para fracos; tem um ar um pouco frio, quase como o de uma pessoa a quem nada afeta, mas no fundo, ela tem um coração tão bonito, com uma história de vida linda; mas como nada na Vania é certo, é impossível pensar nela como um HOMEM quando a vimos bem vestida, com as suas curvas (e eu prefiro-te com curvas) acentuadas num vestido tão simples, ou então maquilhada para receber um oscar.
Gosto de ouvir a Vania a falar de assuntos que considero importantes, tais como, violência doméstica, maus tratos aos animais, abandono de idosos, guerras, todas aquelas coisas que nos deixam com aquela raiva miudinha de quem sabeque quase nada pode fazer, não gosto muito de falar com ela sobre a praxe (fico quase sempre a perder). É fácil deixar de ser teimosa com ela, tem sempre uma resposta preparada, uma pergunta pronta, para mim é mesmo à Vania.
Ela entrou na minha família, deixou de ser apenas a melhor amiga da minha irmã, passou a ser a minha outra irmã, a outra filha da minha mãe, a minha amiga também.
E quando falo de amiga, não acho que conheça muita gente que leve a amizade tão a sério como ela, ela faz tudo pelos amigos, para os ver felizes. Defende as suas amizades acima de tudo, e aqui eu tenho que lhe fazer um agradecimento especial, talvez o maior agradecimento que possa fazer a alguém, porque no momento difícil (talvez o mais difícil da vida dela) da vida da minha irmã, ela esteve lá, SEMPRE!! Nunca a deixou no buraco, ouviu-a, por mais repetida que fosse a conversa, ralhou, chateou, fez-la chorar, mas nunca desistiu da minha irmã! Obrigada por isso, porque o mais fácil é sempre ir embora!
E o que é que a Vania tem a ver com a parte inicial desta conversa?! Pois, a Vania é MULHER, claro que também os seus momentos de crítica, mas é de uma forma diferente, ela critica mais que critica e não quem é criticado, e com ela aprendi a não criticar tanto os outros. Ás vezes temos que olhar um bocadinho mais para nós e depois apontamos o dedito. Ela não acha que uma mulher tenha que sair de casa a pensar se a roupa que veste provoca ou não, aliás ela acha que somos MULHERES podemos vestir o que nos apetecer. Acho que ela me ensionou a ser um bocadinho mais humana, ensinou-me a perder as estribeiras ( a sério) quando assim tem de ser, e eu confesso, tenho levado alguns conselhos à risca!
A Vania é para mim um grande, mas GRANDE mesmo exemplo de MULHER! Gostava de ter mais um bocadinho dela, gostava que as minhas filhas tivessem um bocadinho dela! Gostava de poder tê-la sempre na minha Vida, ainda que seja em Braga vendo-nos poucas vezes. Com ela aprendi também que a distância não é nada comparado ao amor que se sente.
Ensinou-me também uma coisa muito importante, que quando amamos alguém, por muito que digamos que não, voltamos sempre, eu sei que tu sempre soubeste, mas obrigada por me teres relembrado sempre "Oh Noquinhas, aquele rapaz ama-te"!
És também, sem dúvida, um grande exemplo no que toca a histórias de amor!

Obrigada por tudo, obrigada à ***** da pessoa que te meteu nas nossas vidas! Mal ela sabe o bem que nos fez! És linda e vais estar sempre connosco, mana mais velha (já sei que a mais velha é a Marta kkk). <3

PS: desculpa só ser hoje!
PS 2: talvez um dos textos mais complicados de escrever.
PS 3: O título é só para mostrar que até a minha avó te considera da família, Vénia <3

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Catarina Couto. Com tecnologia do Blogger.

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