Passou a última Queima das Fitas, o último cortejo, a benção das pastas, o baile de finalistas, a apresentação do projeto de investigação e finalmente a última etapa: Erasmus em Itália.

    A aventura começou dia 16 de Setembro, após a apresentação segue-se uma longa viagem de autocarro até ao aeroporto de Lisboa (acreditem o pior está para vir) e para terminar uma "bela" noite no aeroporto, pois o voo era apenas ás 9:50h. Felizmente conseguiu-se passar o tempo, tentamos dormir, jogamos cartas e pronto, quando demos por nós estavamos no avião... 



  Até aqui, obviamente a parte pior foi a despedida, acho que a minha mãe pensa que vou à guerra por 3 meses, o meu pai só imagina que me vão raptar, o meu namorado pensa em festas e rapazes e a minha irmã imagina que não vou querer saber dela... sabem lá eles o medo que tinha naquele bocado, o medo que aconteça alguma coisa enquanto estou longe, o medo de perder toda a gente, mas vá, houve muitass lágrimas mas foi passando.


  Chegados à Itália, os acessos ao aeroporto não se revelam difíceis, mas convenhamos, nem eu nem os meus amigos falamos italiano (o que não ajuda à festa). Ainda assim, conseguimos apanhar um autocarro até à estação de comboios. 
    Já na estação (e habituada a andar de comboios todos os fins-de-semana) tiramos o bilhete e dirigimo-nos à linha correta. Qual não é nosso espanto quando, 5 minutos antes da chegada do comboio, reparo que a linha foi alterada sem que houvesse um único aviso (também, verdade seja dita, se foi feito foi em italiano e não percebemos). Finalmente esperava-nos um táxi, que nos trouxe diretos para a residência.


      Não queríamos acreditar no que estavamos a ver assim que chegamos ao 171 do Corso della Republica... Uma grande torre com muitos andares, mas entradas todas fechadas, nem uma porta aberta.. nada. o Calhau começou a pensar o pior, eu só conseguia rir (de tantos nervos) e o Açores nem sei (mas acho qeu manteve a calma como sempre). Decidimos perguntar no cabeleireiro que tinha na frente se a residência Tower Campus estava ou não a funcionar.
Lá foi a senhora tocar à campainha do gerente da residência, e eis que me deparo com um senhor um pouco mais alto do que eu, com uns bons kg a mais, sem falar nada inglês, pedindo desculpa por estar fechado mas que não trabalha ao fds. (muito bem, não trabalhas ao fds porque estás em Itália, mas se recebes pessoas ao fds convém ter algum número para onde possamos ligar)

Mostrou-nos o quarto (que é a única parte boa desta residência), a cozinha (de notar que existem 3 cozinhas para 6 pisos habitados) e a "lavandaria" (uma máquina de laavar roupa). Foi embora após nos dar a chave, avisando que na segunda-feira tratavamos de tudo.

Claro a vontade era...ir embora no próximo avião para Portugal, mas vá, temos que aguentar 3 meses ... 
















                                                                                 Próximos capítulos brevemente :)

Arquivo do blog

Catarina Couto. Com tecnologia do Blogger.

Pesquisar este blog