sábado, 10 de outubro de 2015

5 Velhinhas, no café.

Ontem quando fui ao café de sempre, reparei numa mesa com 5 senhoras idosas. Era claro que já tinham vivido muito, tinham o típico aspeto de uma pessoa idosa, velhinha.
Por momentos, quando fiquei sozinha, fiquei a ouvir a conversa destas senhoras, e o assunto qual era? Os seus tempos de faculdade! Não consegui ouvir claramente o que cada uma dizia, até porque entretanto deixei de estar sozinha, mas não deixei de ficar embevecida a vê-as e ouvi-las rir à gargalhada até o ar lhes faltar, contarem momentos de agora e recordarem as suas vidas de jovens e os tempos de loucura.
Quando cheguei a casa, fiquei a pensar que mulheres felizes, riam, falavam alto, brincavam com as suas idades, pareciam saudáveis, pelo menos de alma pareciam super saudáveis. E melhor, estavam a recordar que provavelmente foram os melhores anos das suas vidas.
Gostava de um dia poder recordar também, numa mesa cheia, não precisa ser cheia de pessoas, mas cheia de amor, carinho e boas memórias, com aqueles com quem hoje eu estou. No fim resume-se apenas a isso, criar memórias, para mais tarde recordar.
E ontem percebi de novo que a coisa que temos que fazer a sério, é viver! Viver muito, rir muito, tentar ao máximo ser feliz, porque um dia mais tarde tudo se vai resumir a isso.
Agradeço aquelas senhoras ontem, por me fazerem ter mais vontade ainda de viver :)

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A Vénia, À Vania!

Nós Raparigas, Mulheres, Miúdas temos um defeito muito grande, o pior talvez na minha opinião, do Mundo feminino, gostamos de ver as outras a falhar, sentimos inveja de quase todas as outras (menos das nossas amigas), falamos mal, criticamos, ridicularizamos, enfim.. Achava que todas eram assim (incluindo eu infelizmente) até que conheci a Vania. A Vania é a melhor amiga da minha irmã, das mulheres mais feministas que conheço, das que defende os seus pontos de vista de uma maneira que nunca vi.
Conheço a Vania não sei se diga há pouco ou muito tempo, é estranho estabalecer uma tempo, por um lado sinto que a conheço desde sempre e por outro, eu sei que ainda tenho tanto para conhecer.
Ás vezes penso que a Vania é quase como um HOMEM (e escrevi com maiúscula porque a sua versão masculina teria que ser um grande HOMEM  e não um homem), e passo a explicar porquê: percebe mais de futebol do que alguns rapazes que conheço e não falo só de clubes portugueses, fala deste assunto com gosto e percebe-se claramente que sabe do que fala (a Vania só fala do que sabe); bebe whisky puro, e ainda acha que misturá-lo é para fracos; tem um ar um pouco frio, quase como o de uma pessoa a quem nada afeta, mas no fundo, ela tem um coração tão bonito, com uma história de vida linda; mas como nada na Vania é certo, é impossível pensar nela como um HOMEM quando a vimos bem vestida, com as suas curvas (e eu prefiro-te com curvas) acentuadas num vestido tão simples, ou então maquilhada para receber um oscar.
Gosto de ouvir a Vania a falar de assuntos que considero importantes, tais como, violência doméstica, maus tratos aos animais, abandono de idosos, guerras, todas aquelas coisas que nos deixam com aquela raiva miudinha de quem sabeque quase nada pode fazer, não gosto muito de falar com ela sobre a praxe (fico quase sempre a perder). É fácil deixar de ser teimosa com ela, tem sempre uma resposta preparada, uma pergunta pronta, para mim é mesmo à Vania.
Ela entrou na minha família, deixou de ser apenas a melhor amiga da minha irmã, passou a ser a minha outra irmã, a outra filha da minha mãe, a minha amiga também.
E quando falo de amiga, não acho que conheça muita gente que leve a amizade tão a sério como ela, ela faz tudo pelos amigos, para os ver felizes. Defende as suas amizades acima de tudo, e aqui eu tenho que lhe fazer um agradecimento especial, talvez o maior agradecimento que possa fazer a alguém, porque no momento difícil (talvez o mais difícil da vida dela) da vida da minha irmã, ela esteve lá, SEMPRE!! Nunca a deixou no buraco, ouviu-a, por mais repetida que fosse a conversa, ralhou, chateou, fez-la chorar, mas nunca desistiu da minha irmã! Obrigada por isso, porque o mais fácil é sempre ir embora!
E o que é que a Vania tem a ver com a parte inicial desta conversa?! Pois, a Vania é MULHER, claro que também os seus momentos de crítica, mas é de uma forma diferente, ela critica mais que critica e não quem é criticado, e com ela aprendi a não criticar tanto os outros. Ás vezes temos que olhar um bocadinho mais para nós e depois apontamos o dedito. Ela não acha que uma mulher tenha que sair de casa a pensar se a roupa que veste provoca ou não, aliás ela acha que somos MULHERES podemos vestir o que nos apetecer. Acho que ela me ensionou a ser um bocadinho mais humana, ensinou-me a perder as estribeiras ( a sério) quando assim tem de ser, e eu confesso, tenho levado alguns conselhos à risca!
A Vania é para mim um grande, mas GRANDE mesmo exemplo de MULHER! Gostava de ter mais um bocadinho dela, gostava que as minhas filhas tivessem um bocadinho dela! Gostava de poder tê-la sempre na minha Vida, ainda que seja em Braga vendo-nos poucas vezes. Com ela aprendi também que a distância não é nada comparado ao amor que se sente.
Ensinou-me também uma coisa muito importante, que quando amamos alguém, por muito que digamos que não, voltamos sempre, eu sei que tu sempre soubeste, mas obrigada por me teres relembrado sempre "Oh Noquinhas, aquele rapaz ama-te"!
És também, sem dúvida, um grande exemplo no que toca a histórias de amor!

Obrigada por tudo, obrigada à ***** da pessoa que te meteu nas nossas vidas! Mal ela sabe o bem que nos fez! És linda e vais estar sempre connosco, mana mais velha (já sei que a mais velha é a Marta kkk). <3

PS: desculpa só ser hoje!
PS 2: talvez um dos textos mais complicados de escrever.
PS 3: O título é só para mostrar que até a minha avó te considera da família, Vénia <3

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Distâncias!

Eu e a Joana estamos habituadas à distância, desde que fomos para a faculdade que aprendemos a estar juntas somente ao fim de semana e nas férias. Acredito, que para maior parte das amizades este fator seria fatal, mas para a nossa não, acho também que o "destino" nos deu esta dificuldade porque nós seríamos sem dúvida capazdes de a ultrapassar.
Mas, existem vários tipos de distância, aquela que sabemos que basta esperar 5 dias e aquela que sabemos que temos que esperar meses. Confesso que nunca chei estar preparada para esta distância, tentei apenas distrair-me, primeiro foi com o facto de vir apra uma casa nova em Coimbra, depois a primeira semana, seguida de algumas compras... mas agora que aprece que tudo já se tornou numa rotina, que já poucas coisas são novas, percebo que esta distância está a matar-me aos pouquinhos.
Tenho uma forma talvez muito própria de lidar com isso, e tento ao máximo que ninguém perceba que me está a afetar muito, mas muito mesmo. Queria falar mais contigo, ligasr-te mais vezes e ouvir a tua voz de preferência todos os dias, queria ligar-te no Skype, ver a tua cara, se estás mais magra, se estás bem (consigo perceber de olhar para ti), melhor que tudo queria estar aí contigo para que nunca te sentisses sozinha... mas sinceramente não consigo. Não te consigo ligar muito menos ver-te, sinto-me completamente incapaz de o fazer, talvez porque isso me mostre e prove que realmente estás longe. Sei que tenho falhado redondamente nesse ponto, que não tenho estado à altura da tua melhor amiga, que tenho faltado à minha palavra, mas custa-me tanto...
De cada vez que me perguntam por ti e como estás, só me apetece dizer que não estou contigo para saber. O fim de semana perdeu um bocadinho a piada, confesso que não venho tão entusiasmada, ainda este último, eu precisei tanto de ti, só de ti, e não havia hipótese para nada.
Fazes-me falta Joana, muita falta mesmo. E eu sabia que ia ser assim, msa não sabia que ia custar tanto passar uma sexta ou um sábado contigo. Não há ninguém por perto que me consiga compreender tão bem quanto tu e ultimamente tem sido pior.
Sei que a nossa amizade é superior a isto, mas queria que passasse num abrir e fechar de olhos.
Tenho saudades, muitas mesmo.


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Sonhos de Criança.

Todos temos um objectivo na vida. Desde pequenos que sonhamos com alguma coisa, há quem queira ser cantor, pintor, actor. O meu sonho (além da fase parvinha de querer ser cantora como a Celine Dion) era ter uma família. Ser feliz com o meu marido e ter filhos.

Desde os meus 15 anos que achava que estava no caminho certo, tinha-te ao meu lado e bastava imaginar-me no futuro contigo que estava bem, feliz e isso bastava.
Hoje, com 22 anos, apesar de muita coisa ter mudado voltei a sonhar, como quando era pequenina. 
Desde que não estava contigo que já não sonhava com o mesmo, era aquela base de ser feliz, sem precisar de ninguém.
Bem acho que todos precisamos de alguém, de ter um conforto, um carinho, daqueles carinhos que mais ninguém pode e sabe dar. 
Voltaste, e trouxeste contigo muito do que tinha perdido, trouxeste-me (isso é o mais importante).

Ás vezes é como se fosse um sonho, daqueles que não queremos acordar, daqueles sonhos que nos fazem sorrir o dia inteiro. O meu sonho vai longo, e eu sei que desta vez não vou acordar. Estou completamente preparada para o que aí vem, para os olhares de conhecidos que não entendem, para quem nos conhece bem e não entende, para aqueles que aceitam e para os que não aceitam. Estou preparada para os ciúmes (como se alguma vez tivesse deixado de os sentir), estou preparada para explicar a quem quiser perceber, e mesmo sabendo que não devo explicações, do que sinto e como o sinto.

Há pessoas que procuram por um amor verdadeiro a vida inteira, eu encontrei o meu aos 15 anos. Deixei-o fugir, mandei-o embora. Voltei e mandei embora de novo. Voltei outra vez e sei que desta é para sempre.

Tenho sem dúvida que te agradecer por esperares, mesmo sem saberes, por não seguires em frente (mesmo que tenhas tentado), tenho que te agradecer pela confiança que sempre depositaste em mim. Mas não mintas, porque tu sabias desde o início que eu ia voltar, tu sabias que mais dia menos dia eu estaria de novo na tua vida. 
Mas não posso agradecer só a ti. Seria fácil de mais se fosses só tu. Eu voltava tu aceitavas e pronto. Todos temos pessoas que nos rodeiam, amigos, amigos tipo família, pessoas a quem contamos tudo. Quiseste que tentasse entrar de novo no teu Mundo, aquele que esteve contigo quando desapareci, aquele que provavelmente te deu mais um copo para mão para esqueceres que existia. O teu Mundo não tinha que me aceitar, não tinha que ser simpático para comigo, não tinha que me convidar para cafés, não tinha que sorrir para mim. 
Não entendes e sei que nunca entenderás, mas o medo de tentar entrar nesse Mundo era e ainda é muito grande. A rejeição é umas das piores coisas, e se Ele me rejeitasse não havia volta a dar. Eu sabia disso. Sabia que se te dissessem "Não a queremos aqui" tu irias ter que escolher. Prefiro não pensar para que lado tu irias, porque eu já te magoei.  Assim tenho também que agradecer ao teu Mundo, aos teus amigos, por me aceitarem, por não me fazerem sentir uma estranha, por me fazerem sentir rídicula do medo que tinha. Confesso que ainda não é fácil, acredito que estejam à espera que eu falhe, mas sei que aos poucos as coisas devem ir ao sítio. 

Quanto ao que posso prometer, desta vez, e sem sombra de dúvida: Eu não vou falhar! 
Eu sei que não serei nunca perfeita, mas não vou falhar. Porque falhar seria acordar do meu sonho e eu sei que não quero isso.

Há pessoas que procuram por um amor verdadeiro a vida inteira, eu encontrei o meu aos 15 anos e és tu. É contigo que quero fazer planos, planos para amanhã, para a semana, para o mês, para o ano, apra a vida. É a tua cara que preenche a cara e corpo em branco dos meus sonhos de criança. É do teu Mundo que eu gostava de fazer parte, sem teres que escolher, sem pensar. 

Obrigada por me amares e me fazeres sonhar a cada dia que passa. 


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Super Lua.

"A primeira Super Lua do ano ocorre no sábado, quando o satélite natural da Terra, em fase de Lua cheia, parece maior do que o habitual quando está próximo do horizonte."

Eu vi! Aliás acabei de ver! Realmente é um fenómeno, o mar fica iluminado como se tivesse um holofote ligado na sua direção. É lindo!
E graças a esta Super Lua, pude mais uma vez ver de perto os teus traços, as tuas rugas de expressão nos olhos, a lua iluminou-te (como se eu precisasse que algum fenómeno da Natureza te iluminasse para te puder ver a sério) e foi realmente lindo.

Acho que como a minha irmã diz eu sou do tipo "vira o disco e toca o mesmo", mas é que a música deste disco é a mais bonita e sincera de sempre. 
Hoje, dei por mim a olhar para o tal mar iluminado, enquanto tu me contavas as novidades, e senti que estava a olhar para o vazio, como se não houvesse mais nada ali, tu ao meu lado, a Super Lua e o mar.
Não há um motivo ou uma explicação para nós, não somos um fenómeno, não há um íman que nos atraia um para o outro. Gostava de conseguir explicar mas não dá. Por momentos quis que o tempo parasse, que até os segundos deixassem de ser contados e que pudessemos ficar ali eternamente. 
Apreciei a tua companhia, tentei decorar cada palavra que disseste só para ficar com a tua voz no meu ouvido para sempre, aproveita o teu abraço para inspirar muito fundo, foi como se fosse a última vez. Mas nós sabemos que nãoo vai ser. Sabemos que "vai ser até haver uma discussão que nos afaste mais um ou dois meses", vamos dizer que é a última vez, que vamos viver a nossa vida, seguir em frente, mas acho que estamos numa rotunda enorme, porque por muito que ande em frente, vou sempre ter ao teu caminho. "É o destino" dizem alguns, aqueles que acreditam no destino. Eu cá prefiro dizer que "é o amor", pelo menos o nosso amor. Nunca vi um igual e nunca pensei viver um assim!

Relativamente à bomba, talvez nos encontremos num sítio para que eu te devolva, na reta antes da rotunda. 

Obrigada à Super Lua, que me fez perceber mais uma vez, que apesar de nao saber o que quero para a minha vida, não há grandes dúvidas acerca de quem quero, só falta descobrir quando....

domingo, 23 de agosto de 2015

Tentativa Falhada!

Estive perto demais. Estava finalmente a conseguir. Estava a gostar, a apreciar, queria sem dúvida viver o que me estava reservado, quem estava ali. O destino (ou seja lá o que tenha sido) colocou alguém no meu caminho, alguém que me estava a tratar de uma maneira especial, alguém de quem eu estava realmente a gostar. Achava que estava mesmo no caminho certo, não tinha muitas dúvidas, sentia-me preparada para avançar, sem olhar para trás, pensei que mesmo que se olhasse não me fizesse diferença.
Até que tu reapareceste. Depois de muito tempo sem saber nada de ti, sem te ver, sem ouvir a tua voz.. sem saber sequer se estavas vivo e em Portugal. Lá estavas tu. A andar em direcção ao carro, de chinelos e calções, bonito (sempre foste bonito sabias?), mas diferente. O teu olhar, não era o mesmo. Vinhas a olhar para o telemovel tal como eu. Apercebia-me nesse preciso momento que não sabia a matrícula do teu carro e que poderia ter estado perto de ti antes, sem saber.
Os nossos lhares cruzaram-se, como era invitável. Acho que deixei de respirar, fiquei sem ar. E como medrosa que sou, fugi,não havia outra hipótese para mim. E tu lá ficaste, a conversar com a minha mãe (não entendo como ela gosta tanto de ti).
A minha mãe deu-me o recado, mandaste-me um beijinho, pergunto-me porque é que não vieste atrás de mim e não o deste, diretamente, sem recados. A dúvida apoderou-se de mim, e pela primeira vez, desde há muito tempo, estava eu, a escrever uma mensagem, da melhor maneira que sabia, entrando de novo no teu espaço, sem querer estragar tudo de novo, querendo tirar a minha dúvida.
Não entendo o que há entre nós, bastou uma mensagem, para que eu colocasse tudo em causa. Eu já tinha dúvidas, agora  eu já não sabia se estava preparada, eu já não sabia o que sentia. Queria e ainda quero muito fugir disto tudo. Para um lugar onde a minha cabeça encontre um rumo, um lugar que me tire as dúvidas.
Acho que aquela expressão que usei, quando depois de muitas mensagens voltamos aos cafés (escondidos de toda a gente), a de somos como um iman é a mais correta.
Por mais chateada e magoada que esteja, acabo sempre contigo numa mesa de café, a fazer uma vida de "e se..."
Gostava de ter coragem, para tomar uma atitude radical, mas tu sabes que não tenho. Tu sabes que por muito que goste de ti, não tenho capacidade para tomar decisões.
Ás vezes tenho medo que deixes de ser real, que comece a pensar em ti apenas como um sonho.
Agora,passaram alguns dias...não consigo voltar ao mesmo com a outra pessoa (tu disseste "vai, faz a tua vida, isto só termina quando um de nós avançar"),  eu sei que nunca serei eu a dar o primeiro passo, fico presa, não consigo dar-me, por mais que pensem que me dou.
Voltaste a desaparecer, aquela noite, não passa agora de mais uma memória. Pergunto-me quando vais voltar a aparecer, se vens num estilo descontraído e despenteado ou clássico e elegante, pronto para uma noite de arromba e engate!
Seja como for, eu a ti nunca poderei prometer nada (pelo menos agora), apenas que vou amar-te sempre, da maneira que ninguém compreende, a minha maneira.

"E que tu sejas livre, para escolher, porque eu não posso obrigar-te a ficar. Mas prometo-te o melhor de mim, se decidires pousar. É… eu acho que mais não posso prometer, tens uma vida a escolher e adorava fazer parte dela."

domingo, 2 de agosto de 2015

So many questions

São perguntas a mais para nenhuma resposta.
São aquele tipo de questão que eu queria tanto mas tanto poder responder com uma certeza e não posso.
Tu sabes que apareceste do nada, sem que eu esperasse algo, mas foste de longe e sem dúvida alguma alguém que me fez tremer. Alguém que me pôs com aquele frio na barriga e maior parte das vezes a tentar refutar ao máximo o que sentia.
Sinto-me triste, primeiro, porque deveria ter sidoforte o suficiente para ter dito que as coisas estavam a ir rápido de mais, mas principalmente porque, mais uma vez, me deixei abalar com o passado.
Tens razão ao dizer que achavas que estava bastante esclarecida relativamente a esse aspeto! Até eu achava, aliás nunca pensei que me fosse mexer com as ideias, mas existem certas coisas que não estamos à espera e que acontecem.
Serei sempre sincera contigo, porque acho que anda mais será mais importante do qeu isso, e prometo que vais ser sempre o primeiro a saber das minhas decisões.
Por agora, não há decisão possível na minha cabeça, não quero a direita nem a esquerda, também não quero o meio (pois isso seria misturar dois lados), acho que me fico pela minha faixa de rodagem, que neste momento não anda para a frente nem para trás. Parei aqui. No meio do nada, sem saber o que fazer nem o que quero. Com uma atitude de miúda literalmente, como eu detesto estas atitudes.. mas ás vezes também as tenho, não posso evitar.
Agradeço a tua compreensão e sei que não tenho o direito de ter uma única atitude que provoque de alguma forma o teu sofrimento.
Quanto ao resto, continuo igual, não mudarei nada, continuo convicta de maior parte das minhas decisões, mas nunca saberei de forma alguma o que é ou não correto.