quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Se nós não fôssemos NÓS!

Hoje conversei sobre a intensa procura pelo par perfeito, falei acerca da hipótese de "não nos querermos prender alguém pelo facto de poder aparecer alguém melhor". As raparigas de agora e a sua mentalidade foram o tema da conversa.
 E lembrei-me de ti. (como sempre)
De certeza que já te perguntaste se eu sou realmente o que queres para ti. A longo prazo.
Eu já.
Quando estamos solteiros conhecemos várias pessoas novas, isso aconteceu comigo. E admito que por veze pensava "este rapaz dava um bom namorado" (quem nunca pensou desta forma), mas desiludia-me logo de seguida, porque uma cara bonita não faz um bom namorado.
Se já pensei que podias ser diferente?!
Tantas vezes.
Ás vezes gostava que fosses mais fofinho, que me fizesses surpresas, que me dissesses coisas inesperadas, que cuidasses mais de ti, que te preocupasses mais com o teu futuro. Eu sei lá, já pensei em tanta coisa.
Mas a verdade é que , se tu não fosses como és, eu não te amava e muito provavelmente eu não estaria contigo.
Se fosses apenas um rapaz bonito tudo seria lindo até eu me fartar.
Eu gosto das tuas imperfeições (algumas).
E sei (não vale dizeres que não)  já penssaste várias vezes que eu também poderia ser diferente. Provavelmente gostavas que eu fosse menos ciumenta, que não te chateasse a cabeça por causa das aulas, que fosse mais descontraída, menos envergonhada (tu sabes do que falo),etc,etc,etc. Eu própria já pensei que tu gostavas que eu fosse mais assim. Mas penso, assim eram as raparigas que conheceste enquanto não estavamos juntos, e mesmo que alguma tenha conseguido despertar um bichinho, é comigo que estás.
                              Por isso, se eu não fosse como sou, tu continuarias a amar-me?
Quanto à procura intensa pelo par perfeito, não acho que tenhamos procurado. Foi tão natural e tão normal, primeiro uma amizade e depois um amor. E não é esta a melhor forma de começar?
Nunca me preocupei em procurar nada, muito menos amor.
o Amor é algo que não se procura, não se faz um plano para que dê certo.
o Amor apenas acontece. Pelo menos comigo aconteceu.
Talvez tu tenhas uma magia que me prendeu, e eu sei que agora não dá para remediar o feitiço. E também, o feitiço iria virar-se contra o feiticeiro, por isso... ia dar ao mesmo.
E sabes? Provavelmente se eu fosse procurar (caso tu não me tivesses aparecido no caminho), iria tropeçar em Ti à mesma.                         Talvez seja o nosso destino.


E no meio de todos os meus pensamentos, encontro uma publicação de um rapaz no face cuja namorada faleceu.
Impossível imaginar-me sem ti!
Passo uma semana sem ti e sinto falta do teu cheiro, da tua pele, do teu sorriso.
Não encontro um nome para a nossa relação. Mas não é como a de maior parte das pessoas.
                                                             Mas eu gosto tanto dela!
Gritamos, amuamos, deixamos de falar, partimos coisas. Fazemos as pazes e promessas de amor eterno.Gritamos, amuamos, deixamos de falar, partimos coisas.
É assim! Mas eu sei que somos felizes. Talvez seja uma relação limite sem limite. Talvez gostemos muito um do outro para que consigamos estar muito tempo sem discutir.

Fizemos ontem 2 meses de namoro ou deverei dizer 94 meses? Sim 94, exatamente 7 anos 10 meses e 6 dias.

Sabes Nelson,
    no fim de contas, eu podia procurar, encontrar e ser feliz. Mas nunca poderia encontrar alguém que me ame tanto quanto tu me amas. Nunca seria capaz de encontrar alguém que eu ame tanto como te amo. Nunca seria tão feliz como sou quanto tu me pegas na mão, como quando me chateias, como quando me dizes que me amas antes de adormecer.

                                           

                                          Fomos feitos um para o outro! Tenho a certeza.






quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Dia 25 de Novembro: Dia Mundial para a Eliminação da Violência Doméstica!

       Talvez me esteja a tornar repetitiva nas minhas publicações, mas não podia deixar passar o dia 25 de Novembro em branco.
       Para quem não sabe, o dia 25 de Novembro é o Dia Mundial para a Eliminição da Violência contra as Mulheres, na minha opinião este dia deveria ser abolido e passo a explicar porquê: como é que é possível que ainda existam homens capazes de bater numa mulher? Como é que é possível que existam homens tão pequeninos e tão cobardes que não consiga simplesmente ir embora?
       Em Portugal, no meu país (e que vergonha que tenho de escrever estes números), existiram no ano passado 15,724 crimes, cerca de 19 mulheres por dia (dadospresentes no site da APAV), continuando a ser o principal agressor do género masculino.
      Desengane-se quem pensa que quando falo de violência doméstica me refiro exclusivamente a maus tratos físicos, por dentro destes número estão casos físicos e psicológicos, porque na realidade a violência é feita de muitas maneiras, e, a psicológica é uma das que talvez possa deixar mais danos.
       (In)Felizmente, estes números aumentam dado que, cada vez mais mulheres fazem queixa e se recusam a viver um inferno, não se limitando a morrer aos poucos nas mãos do seu suposto grande amor. Acredito que a nossa sociedade estava formatada para que a mullher tivesse que aguentar tudo, quantas vezes não ouço a minha avó a dizer "agora as mulheres não se sujeitam a nada", "no meu tempo era diferente", e eu questiono: Alguma vez uma mulher tem que se sujeitar a este tipo de situações? "Havia algum tempo em que deveria ser suposto apanhar e calar?"; sei que antigamente as coisas eram bem diferentes, e ainda bem que os tempos mudaram e que as mulheres se começaram a valorizar e a acreditar que não foram feitas para servir homem algum, muito menos um que a humilha, lhe bate e a mata.
      Admiro a coragem de quem sai de casa "com a roupa no corpo" e mais nada, por vezes com um, dois, três filhos ao colo, admiro a coragem de quem se cansa desta vida e procura uma melhor, mas mesmo assim, por vezes essas mulheres vêm o seu caminho parado, pois um homem consegue descobrir quase tudo e por vezes localizar a sua esposa com os filhos no colo não é díficil e aí, aí por vezes é pior a emenda que o soneto. Talvez esteja a falar com um pouco de frieza com um assunto que apra mim, é sem dúvida, dos mais importantes de sempre, mas cada dia que passa nas notícias se ouve mais uma mmulher morta pelo marido, mais uma mulher espancada pelo marido que começo a acreditar que a única forma de haver alguma justiça é fazendo-a com as próprias mãos, e a essas mulheres ainda admiro mais.
Não que não admire as que não fogem, as que não conseguem sair dali, as que realmente precisam daquele ser desumano para viver, e isso acontece pelas mais variadas razões e é triste pensar que há alguma razão que rprenda uma mulher a um homem assim.
     É de louvar associações como a APAV que lutam todos os dias para que esta guerra desigual acabe, talvez nunca acabe, mas cabe-nos a nós, jovem adultos mudar mentalidades e atitudes. Acredito piedosamente que está na altura de alguma coisa mudar e que chega de ver casos e casos e casos. Não quero, um dia, ter uma filha que nasça num Mundo no qual haja a possibilidade de uma besta quadrada lhe tocar com um dedo.

Bem haja a todas as mulheres que se livraram, uma palvra de coragem áquelas que acham que nunca vão conseguir, pedir ajuda é a melhor forma de sair duma situação destas e há sempre alguém que ajuda e vmaos ter um pouco de fé que a Justiça portuguesa irá começar a cuuidar destes casos de uma forma diferente que proteja a vítima e não o agressor.

Não tem que ser para sempre, não casamos com a violência. Não te cales para sempre, FALA AGORA!









segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Memories !

    Estamos no início de Novembro, o que siginifca que as aulas começaram há cerca de 2 meses, o que significa que há mais de 2 meses que não partilho o meu quotidiano com vocês.
    Vocês conhecem-me, sabem que sempre que chego a casa tenho coisas para contar, alguma novidade parva, alguma coisa que não interessa a ningué, vocês sabem que falo com a minha sempre à hora ou após o jantar, vocês sabem que falto a algumas aulas porque a cama é mais forte, vocês sabem que adormeço com a televisão ligada, vocês sabem tanto sobre mim e eu queria tanto que continuassem a saber mais e mais.
Pode parecer fácil, que me esqueci, ou melhor, que só guardei, mas quas etodos os dias me recordo de como era viver com vocês, de como era sentir o conforto da uma família pequena à minha espera. Do que tenho mais saudades? De tu, do almoço, do jantar, do frango assado, do puré, do paté de atum, de ir para o vosso quarto e vocês para o meu, de conversar com a Isabel quando ela vinha do banho, de quando a Cristina me fechava a persiana, eu sinto falta de tudo.
    Sei que ás vezes não vos procuro, não falo, não combino cafés, mas outras vezes também sinto que não me procuram, mas sei que é a nossa forma de lidar com a situação, sinto que se for todos os dias tomar café com a Cristina, de cada vez que tivermos que voltar para casas diferentes, vai custar mais, assim como, sei que, se todos os dias falar com a Isabel nunca vou querer desligar.
    A Vida muda, há coisas que acabam e outras que começa, eu iniciei uma nova etapa num nova casa com outra pessoa (que me trata super bem :)), mas nunca na minha vida poderei esquecer o meu início, com vocês eu aprendi tanto, tanto mas tanto, aprendi a ser mais mulher, e isso não tenho como vos agradecer. Tenho pena que hajam pessoas que nucna possam apreciar da vossa companhia, eu fui sem dúvida uma sortuda.
   Resta-me esperar, e esperar que voltem, que um dia voltemos a estar bem juntinhas no conforto de um lar, nem que seja por uma noite.
Faz-me falta a vossa companhia, o vosso carinho, o vosso abraço,o vosso conforto, tudo! Acho que as coisas nunca podem ser iguais quando as pessoas são outras, e comigo, nada poderá ser igual.
  Obrigada por tudo mesmo! E desculpem ás vezes a minha ausência, mas custa tant perceber a cada dia novo que vocês não acordam ali, no quarto ao lado...











sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Tempo demais?

Ás vezes pergunto-me se terei demorado demasiado tempo para tomar uma decisão, umas vezes acredito que não mas outras (como hoje), tenho a certeza que sim.
Quando queremos tomar uma decisão que só a nós diz respeito e que não mexe com a vida de mais ninguém, temos o tempo que quisermos, podemos demorar uma eternidade, o mesmo não acontece quando a nossa decisão envolve a vida de outras pessoas. Quando assim é, temos que ser mais rápidos, caso contrário, podemos perder tudo.
Eu acho que demorei tempo demais, não que tenha perdido tudo, aliás tu aceitaste-me de volta, mas esqueceste-te de me falar de como eras agora. Falhou a parte em que me dizias que estavas diferente e que algumas coisas iam e podiam mudar, só agora, um mês depois é que estou a perceber o quão diferente as coisas estão.
Tenho saudades de como eras, da preocupação que tinhas para comigo, sabia bem, de saber todos os dias que me amavas, porque tu o dizias, sem que eu perguntasse ou dissesse primeiro.
Algumas pessoas disseram-me que eu era maluca por achar que as coisas seriam iguais, e sabes, elas tinham razão. Criei na minha cabeça a ilusão de que voltar para ti, nos faria iguais, iguais áquilo que fomos, mas não, Isso foi sem dúvida outro tempo, criaste rotinas, criaste amizades, conheceste pessoas, pessoas de quem gostaste, nem que tenha sido apenas por uma noite, mas que fizeram parte da tua vida, enquanto eu andava na minha, a conhecer pessoas também.
Essa é sem dúvida outra coisa estranha, tu ssempre foste o mais ciumento de nós os dois, quando estavamos separados, eras tu que mostravas esse ciúme, mas agora que voltamos a estar juntos, sou eu, eu que não suporto saber e não saber algumas coisas.
Sou lamechas, sempre fui e sempre serei, e tu antes compreendias isso, eras fofinho, de vez em quando lá me surpreendias com uma foto e uma descrição fofinha, com alguma coisa que me fazia acreditar que não tinhas medo nem vergonha de demonstrar o que sentias por mim, como comecei a frase, sou lamechas, o que significa que ainda gosto dessas demonstrações carinho. Ao contrário de ti, pelo que me parece, pergunto-me "será que agora ão quer demonstrar?", "haverá alguma coisa que o impeça de o fazer?"
Tenho saudades tuas, mesmo estando contigo tenho saudades.
Antes estavas sempre comigo, mesmo quando não estavas fisicamente, agora... parece que de cada vez que dizes até logo, vais mesmo e eu não te sinto mais comigo.
Eu sei que não podes fazer nada, nem tu nem eu, e eu não mudava nada, nenhuma decisão, voltar para ti foi sem dúvida, a melhor decisão que tomei, apenas gostava que fosse como antes. Que estivesses sempre comigo...
Quando temos dúvidas, apenas há uma coisa a fazer, tirá-las, arranjar uma forma (boa ou má) de as resolver na nossa cabeça. Eu tenho uma dúvida, e só tu me podes ajudar a resolvê-la porque por muito que tente sozinha, nunca saberei... Terei demorado tempo demais? Tens a certeza que é isto que queres, ou seja, se eu sou aquilo que queres? Amo-te <3


PS: gostava mesmo muito que voltasses a ativar o site/blogue (lá o que é aquilo), porque também tenho saudades de ler o que sentias por mim <3

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Pedido de desculpa!

Quero pedir-te desculpa!
Aliás, tu mereces um pedido de desculpas, não é algo que eu faça por querer mas que faço porque sei que tem que ser.
Sei que não tenho sido de longe aquilo que idealizei e queria ser, provavelmente não tenho sido aquilo que tu idealizaste e que gostavas que fosse.
Sempre ouvi dizer que os ciúmes matam e levam uma pessoa ao desespero, para ser sincera, nunca me achei muito ciumenta. Tinha os ciúmes típicos de uma rapariga que gosta do namorado, e ficava-me por ali. Tenho a certeza que estou diferente agora! E não gosto da maneira que estou.
Para começar, não gosto porque sei que não te dá confiança, ou seja, ficas a pensar que não confio em ti, o que não corresponde de todo à realidade, depois não gosto porque não aproveito o momento, fico focada a pensar naquilo e não sou feliz na totalidade.
Sei que estou assim devido a tudo o que aconteceu, de não podemos mudar o passado, e honestamente, eu detesto este ciúme que sinto agora! E é por isso que te peço desculpa. As coisas têm corrido às mil maravilhas, quando estamos juntos e com pessoas que sei que não querem o nosso mal, mas tudo muda de figura quando não estás comigo e para ajudar à festa está com pessoas que fazem de conta que não existo.
Não suporto a ideia de que podes ir embora, estar separada de ti este tempo todo fez-me perceber que nada é garantido, nem tu! Isso não significa que eu pense que não gostas de mim tanto quanto gosto de ti, apenas me faz temer o que pode acontecer amanhã!
Espero que me desculpes e que consigas perceber que isto vai passar, que eu quero que passe e que não quero discutir contigo por causa deste sentimento irritante que teima em não me largar. Sinto que é algo incrontolável e tu (para surpresa minha) tens lidado muito bem com a situação.
A última coisa que sei que me poderia acontecer, era perder-te, porque a maior certeza que tenho, é que quero ficar contigo!
Desculpa e obrigada por aturares todos os meus medos! Amo-te !

sábado, 10 de outubro de 2015

5 Velhinhas, no café.

Ontem quando fui ao café de sempre, reparei numa mesa com 5 senhoras idosas. Era claro que já tinham vivido muito, tinham o típico aspeto de uma pessoa idosa, velhinha.
Por momentos, quando fiquei sozinha, fiquei a ouvir a conversa destas senhoras, e o assunto qual era? Os seus tempos de faculdade! Não consegui ouvir claramente o que cada uma dizia, até porque entretanto deixei de estar sozinha, mas não deixei de ficar embevecida a vê-as e ouvi-las rir à gargalhada até o ar lhes faltar, contarem momentos de agora e recordarem as suas vidas de jovens e os tempos de loucura.
Quando cheguei a casa, fiquei a pensar que mulheres felizes, riam, falavam alto, brincavam com as suas idades, pareciam saudáveis, pelo menos de alma pareciam super saudáveis. E melhor, estavam a recordar que provavelmente foram os melhores anos das suas vidas.
Gostava de um dia poder recordar também, numa mesa cheia, não precisa ser cheia de pessoas, mas cheia de amor, carinho e boas memórias, com aqueles com quem hoje eu estou. No fim resume-se apenas a isso, criar memórias, para mais tarde recordar.
E ontem percebi de novo que a coisa que temos que fazer a sério, é viver! Viver muito, rir muito, tentar ao máximo ser feliz, porque um dia mais tarde tudo se vai resumir a isso.
Agradeço aquelas senhoras ontem, por me fazerem ter mais vontade ainda de viver :)

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A Vénia, À Vania!

Nós Raparigas, Mulheres, Miúdas temos um defeito muito grande, o pior talvez na minha opinião, do Mundo feminino, gostamos de ver as outras a falhar, sentimos inveja de quase todas as outras (menos das nossas amigas), falamos mal, criticamos, ridicularizamos, enfim.. Achava que todas eram assim (incluindo eu infelizmente) até que conheci a Vania. A Vania é a melhor amiga da minha irmã, das mulheres mais feministas que conheço, das que defende os seus pontos de vista de uma maneira que nunca vi.
Conheço a Vania não sei se diga há pouco ou muito tempo, é estranho estabalecer uma tempo, por um lado sinto que a conheço desde sempre e por outro, eu sei que ainda tenho tanto para conhecer.
Ás vezes penso que a Vania é quase como um HOMEM (e escrevi com maiúscula porque a sua versão masculina teria que ser um grande HOMEM  e não um homem), e passo a explicar porquê: percebe mais de futebol do que alguns rapazes que conheço e não falo só de clubes portugueses, fala deste assunto com gosto e percebe-se claramente que sabe do que fala (a Vania só fala do que sabe); bebe whisky puro, e ainda acha que misturá-lo é para fracos; tem um ar um pouco frio, quase como o de uma pessoa a quem nada afeta, mas no fundo, ela tem um coração tão bonito, com uma história de vida linda; mas como nada na Vania é certo, é impossível pensar nela como um HOMEM quando a vimos bem vestida, com as suas curvas (e eu prefiro-te com curvas) acentuadas num vestido tão simples, ou então maquilhada para receber um oscar.
Gosto de ouvir a Vania a falar de assuntos que considero importantes, tais como, violência doméstica, maus tratos aos animais, abandono de idosos, guerras, todas aquelas coisas que nos deixam com aquela raiva miudinha de quem sabeque quase nada pode fazer, não gosto muito de falar com ela sobre a praxe (fico quase sempre a perder). É fácil deixar de ser teimosa com ela, tem sempre uma resposta preparada, uma pergunta pronta, para mim é mesmo à Vania.
Ela entrou na minha família, deixou de ser apenas a melhor amiga da minha irmã, passou a ser a minha outra irmã, a outra filha da minha mãe, a minha amiga também.
E quando falo de amiga, não acho que conheça muita gente que leve a amizade tão a sério como ela, ela faz tudo pelos amigos, para os ver felizes. Defende as suas amizades acima de tudo, e aqui eu tenho que lhe fazer um agradecimento especial, talvez o maior agradecimento que possa fazer a alguém, porque no momento difícil (talvez o mais difícil da vida dela) da vida da minha irmã, ela esteve lá, SEMPRE!! Nunca a deixou no buraco, ouviu-a, por mais repetida que fosse a conversa, ralhou, chateou, fez-la chorar, mas nunca desistiu da minha irmã! Obrigada por isso, porque o mais fácil é sempre ir embora!
E o que é que a Vania tem a ver com a parte inicial desta conversa?! Pois, a Vania é MULHER, claro que também os seus momentos de crítica, mas é de uma forma diferente, ela critica mais que critica e não quem é criticado, e com ela aprendi a não criticar tanto os outros. Ás vezes temos que olhar um bocadinho mais para nós e depois apontamos o dedito. Ela não acha que uma mulher tenha que sair de casa a pensar se a roupa que veste provoca ou não, aliás ela acha que somos MULHERES podemos vestir o que nos apetecer. Acho que ela me ensionou a ser um bocadinho mais humana, ensinou-me a perder as estribeiras ( a sério) quando assim tem de ser, e eu confesso, tenho levado alguns conselhos à risca!
A Vania é para mim um grande, mas GRANDE mesmo exemplo de MULHER! Gostava de ter mais um bocadinho dela, gostava que as minhas filhas tivessem um bocadinho dela! Gostava de poder tê-la sempre na minha Vida, ainda que seja em Braga vendo-nos poucas vezes. Com ela aprendi também que a distância não é nada comparado ao amor que se sente.
Ensinou-me também uma coisa muito importante, que quando amamos alguém, por muito que digamos que não, voltamos sempre, eu sei que tu sempre soubeste, mas obrigada por me teres relembrado sempre "Oh Noquinhas, aquele rapaz ama-te"!
És também, sem dúvida, um grande exemplo no que toca a histórias de amor!

Obrigada por tudo, obrigada à ***** da pessoa que te meteu nas nossas vidas! Mal ela sabe o bem que nos fez! És linda e vais estar sempre connosco, mana mais velha (já sei que a mais velha é a Marta kkk). <3

PS: desculpa só ser hoje!
PS 2: talvez um dos textos mais complicados de escrever.
PS 3: O título é só para mostrar que até a minha avó te considera da família, Vénia <3